QUINTA RETRÔ: Walt, a mente por trás da Disney

  • 13/05/2021 às 16:01





Eu tenho certeza que você consome algum produto da Disney Company, um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo. A empresa é detentora de diversas marcas, e é quase impossível não conhecer algum filme ou série da criadora do Mickey Mouse - isso sem contar seus parques de diversão ou canais de televisão.

Mas você conhece o homem que começou tudo isso? Walt Disney foi a mente por trás dessa gigante mundial, e o Quinta Retrô de hoje é sobre ele!

Walter Elias Disney, conhecido apenas como Walt Disney, nasceu em 5 de dezembro de 1901, na cidade de Chicago, nos EUA. Ele teve uma infância sofrida, marcada pelos castigos físicos que sofria do pai, Elias Disney, e diversas restrições impostas por ele. O pequeno Walt cresceu em uma fazenda, o que o fez aproximar dos animais e contos de fadas, como uma forma de se afastar da rigidez do pai.

Em 1917, aos 16 anos, ele foi para Kansas City, estudar artes visuais na Kansas City Arts School. Nessa época, tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, inclusive morando na França por alguns meses para atuar junto à organização filantrópica. Dois anos depois, retornou para o Kansas e concluiu sua formação. Walt trabalhou em agências publicitárias e em uma gráfica, ilustrando cartazes para filmes. Absorveu tudo o que podia desse universo de desenhos e animação para abrir sua própria produtora, ao lado do irmão Roy Disney e do amigo Ub Iwerks - surgia a Laugh-O-Gram.

A empresa utiliza as primeiras técnicas de animação para fazer desenhos animados de contos de fada. As peças passavam em cinemas locais, antes das grandes produções hollywoodianas. Em 1923, o trio de fundadores decidiu mudar-se para Hollywood, para aproximar-se da efervesceste terra do cinema. Na nova cidade, Walt Disney firmou parceria com a distribuidora M.J. Wrinkler, alegando ter filmes animados para serem distribuídos pelo país. A empresa gostou da ideia, e pagou Disney pelo serviço. Ela só não sabia de uma coisa: os filmes ainda não haviam sido produzidos!

Após essa inocente mentirinha, e com o dinheiro da produtora no bolso, Disney investiu em material para animação e contratou mais funcionários. Após meses de intenso trabalho, nasceu a primeira animação da produtora - Alice. Meses depois viria a animação O Coelho Oswald, o primeiro sucesso. Foi nessa época, inclusive, que Walt Disney conheceu sua futura esposa, Lilian Bounds.

Walt Disney mudou-se para Nova York, a fim de buscar mais oportunidades para a produtora, mas não contava com um revés: a sua empresa sofreu um golpe do antigo patrão da M.J. Wrinkler, perdendo os direitos de distribuição sobre Alice e Oswald, assim como todo o quadro de funcionários. Desesperado, o irmão Roy ligou para Walt contando da tragédia, mas ouviu uma serena resposta de seu irmão. “Não se preocupa, Roy. Eu tenho uma ideia para uma nova animação que é espetacular. Se chama "Mickey Mouse”.

Em 1928, Ub Iwerk desenhou o gentil rato, uma figura fácil de ser reproduzida e animada, baseada apenas em três círculos. Na animação, Disney incorporou novas técnicas criadas na época, como os filmes coloridos e com som. Em 1928, foi lançado Steamboat Willie, estreia de Mickey Mouse nas telas. Com a produtora mais organizada, foram anos muito produtivos: a série Silly Symphonies durou uma década, criando o universo de personagens que tanto conhecemos, como Pato Donald, Pateta e Pluto. A animação Flores e Árvores, dessa época, rendeu o primeiro Oscar para Walt Disney, de Melhor Animação.

Em 1937, a empresa investiu em seu primeiro longa-metragem: Branca de Neve e os Sete Anões. Um sucesso de bilheteria, que rendeu lucros para produzir novos filmes, como Pinóquio, Fantasia e Bambi. A empresa vivia seu auge, até que um evento global mudou toda a direção da vida de Walt Disney.

Segunda Guerra Mundial

Em 1939, Disney foi convidado pelas Forças Armadas para produzir desenhos voltado para o treinamento de novos combatentes e que servissem de propaganda militar. Para isso, teve de desacelerar a produção regular, o que deixou a empresa à beira da falência. Em 1946, depois do fim da guerra, Walt tinha duas opções: vender a produtora ou fazer um último filme, a última chance. Optou por criar, mesmo com o risco de falir. Sua última cartada, o longa Cinderela, em 1950, foi o maior sucesso da empresa até então.

Após Cinderela, a Disney viveu uma sequência de grandes obras. Produziu filmes com atores de verdade, documentários sobre a natureza, adaptações de livros clássicos, como 20 mil léguas submarinas, e o primeiro filme a misturar atores e desenhos animados. Mary Poppins, nesse formato, rendeu 5 Oscars e 14 indicações para o estúdio.

Com o lucro desses sucessos, a empresa partiu para uma nova frente: os parques de diversão. Em 1955, inaugurou a Disneyland, em Anaheim, na Califórnia. As grandes atrações do parque, famosas até hoje, foram construídas após a inauguração do parque, mas o seu fundador, infelizmente, não viveu para ver. Walt Disney morreu em 15 de dezembro de 1966, como um ícone popular e o maior ganhador de Oscars da história, com 22 prêmios e 59 indicações.

Hoje em dia, a The Walt Disney Company é proprietária de nove parques e diversas empresas, como Pixar, Marvel, Lucasfilms, 20th Century Fox, ABC, FX, National Geografic, ESPN, A&E, Searchlight, Hulu, dentre várias outras. O conglomerado é um titã do entretenimento - e tudo começou com apenas três círculos.

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Walt Disney é um exemplo de empreendedor sonhador. Das suas animações, enfrentou dificuldades na infância e na vida adulta e lucrou milhões com suas ideias. Ele é um exemplo do poder dos desenhos e da arte. Quer criar uma trajetória de superação e sucesso como a de Walt Disney, com a arte como recurso?

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