Papo de Mercado: BNCC e os novos profissionais

  • 28/01/2022 às 17:28

O ensino médio é o último passo do jovem antes de entrar no mundo do trabalho e, durante muito tempo, foi considerado insuficiente, não sendo capaz de preparar os estudantes para o mundo. Pensando nisso foi projetado o novo ensino médio que trouxe diversas mudanças que afetam os alunos, os pais e o mercado que procura por novos profissionais.

Entre essas mudanças podemos destacar a alteração da Base Nacional Comum Curricular - a BNCC – e a implantação do quarto ano voltado a profissionalização. O ano extra no ensino médio tem a função de preparar o jovem para o mundo do trabalho de forma prática, ou seja, o estudante escolhera um curso profissionalizante ou técnico de seu interesse para, assim que concluir o colégio, receber o diploma de conclusão do ensino médio e do curso profissionalizante – terminar o ensino médio com um diploma de formação técnica dá um peso maior no currículo.

Já a BNCC tem alterações em diversos aspectos, vamos destacar o fato do desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos alunos. O conhecimento bruto ainda será trabalhado, porém ele terá o apoio de capacidades interpessoais que sã tão importantes para o dia a dia – agora iremos entender como isso afeta o mercado de trabalho.

A cada ano vemos os contratantes tendenciosos a escolher profissionais com habilidades socioemocionais do que capacidades técnicas – já falamos sobre isso em outro Papo de Mercado, as soft skills estão crescendo muito, então desenvolva-as – porém elas não eram treinadas na escola. Agora o mercado de trabalho receberá novos profissionais com maiores capacidades interpessoais e propensos a desenvolver-se e conviver em um ambiente profissional.

O mundo está em constante evolução e o que hoje é fato, amanhã pode ser história – e isso acontece mais rápido do que percebemos, ou você nunca foi a uma locadora para alugar um DVD – e isso acontece no mercado de trabalho. De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2030, cerca de 65% dos alunos do ensino fundamental atuarão em profissões que ainda não existem. Os estudantes estarão preparados para essa alta volatidade do mundo.

O novo ensino médio ainda está longe de ser uma certeza, mas busca novas formas de solucionar uma necessidade da comunidade. Formar pessoas capazes de desenvolver-se nos mais diversos ambientes, com capacidades técnicas voltadas a sua área de interesse e o mercado ganha profissionais mais preparados desde o início.

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